quarta-feira, 18 de maio de 2011

Maturidade

Hipocrisia dizer que aniversário significa maturidade; que o aprendizado é ligado somente aos erros cometidos; que errar é crescer. 
Se todos crescêssemos e aprendêssemos com o que fizemos de errado haveria muitos sábios por aí. 
O verdadeiro aprendizado é ligado à reflexão daquilo que se foi ou não vivido.
Aprendi que quem tem amor tem tudo; seja familiar, namorado, amigos. O amor é o que move a vida e nos faz querer sermos melhor.
Aprendi que ser tachado de bonzinho nem sempre é ruim.
Aprendi que ser CDF é ótimo. Eles são os que se dão melhor na vida.
Aprendi que ler é enriquecimento a nossa vida, de tal maneira que ninguém consegue tirar 
E que receber dinheiro por ser inteligente é a forma mais admirável de ficar rico.
Aprendi que traição e falta de lealdade são uma das maiores crueldades que se podem cometer ao coração de alguém.
Aprendi que a gente se sente muito mal quando nos julgam por certas atitudes; e quem dirá quando o fizemos a alguém.
E que olhar torto para alguém não nos faz melhor.
Aprendi que existem algumas coisas que não deveriam se guardar no coração, mas são grandes responsáveis pela nossa mutante ideologia.
Aprendi que correr atrás do que se quer é preciso sempre; ninguém o faz se não nós mesmos.
Aprendi que quem desrespeita idosos são pessoas frias.
E que os pais são as pessoas as quais a gente sonha ser igual.
Aprendi que sorrir e ser educado são a alegria do dia de alguém, sobretudo da própria realização pessoal.
Aprendi que somos eternos errantes. Estamos em incessante crescimento; e só não cresce quem tem a cabeça tão pequena a ponto de achar que o amadurecimento vem junto com os anos.


(Ana Paula Zandoná, tirado de pensador.uol.com.br)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lindo vídeo *-*

"Helena", amor e realidade

Sábado terminei de ler Helena (Machado de Assis). O resumo é que eu quase desisti de ler nas primeiras páginas, deixei o livro parado por mais de um mês; mas peguei gosto lá pela página 20 ou 30, e fiquei presa ao livro da metade para frente, tanto é que li 79 páginas sem nenhum intervalo. Mas odiei o final!! E odeio, detesto e abomino mais ainda o fato de que, apesar do tom byroniano do "morrer (literalmente) de amor" ser oposto ao realismo - tal como aprendemos nas aulas de literatura -, esse final se aproximou muito da realidade. Acontece que a vida tem dessas de não seguir convenções e vira e mexe assim como inspira autores como Machado de Assis para escrever suas histórias de amor, inspira também um certo sentimento - seja paixão, amor ou atração - em algumas pessoas e escreve essas próprias histórias da forma como lhe apraz, às vezes segue os poetas realistas e inventa um amor seco e pé no chão; às vezes segue os parnasianos e inventa um amor perfeitamente lindo, mas só na forma, enquanto o conteúdo muitas vezes se esvazia depois da segunda leitura; às vezes segue os surrealistas e inventa os amores platônicos; mas quase sempre, ela usa da mesma inspiração que dá aos poetas românticos e escreve um amor cheio de idealismos, dificuldades, tragédias, heroísmos, religiosidade, pureza e todos aqueles ornamentos do amor que com certeza você que está lendo também já sentiu ou ainda sente. Odeio mais ainda o fato de que o desfecho trágico do amor de Helena e Estácio e todas as circunstâncias, todo o sofrimento que envolveu a convivência desse casal não é algo limitado à literatura. E nem tampouco é incomum. Amores proibidos; amores que não deveriam existir; amores que morrem por causa da sociedade que os cercam ou que nascem por incentivo dela e depois custam a morrer; amores que parecem mais uma areia movediça; amores que não nasceram para dar certo; amores que não existem para a felicidade... Quem nunca teve algum desses? Tão parecidos com a ficção daqueles que vivem com a cabeça na lua e embebedados em seus amores... E tão reais e comuns, que podem ser encontrados em qualquer esquina... Entretanto, nem por isso são menos "amáveis".


Mas calma, o amor também não existe só para fazer sofrer... Sobre isso escrevo depois - hoje terminei de ler "A Viuvinha" :)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Não desista dos seus sonhos!

Quando eu era criança, ouvia com atenção os contos de fadas que me contavam e vibrava de alegria no ponto alto da história, quando o belo príncipe em seu cavalo branco vencia todos os magos do mal e as bruxas para libertar sua amada princesa e fazê-la feliz para sempre.


Aí eu cresci, ouvi muita gente me dizer que contos de fadas são bobagens, que príncipe encantado não existe, que todos os homens são pilantras, que casamento perfeito é ilusão e que se a princesinha quiser ser salva dos magos do mal e das bruxas, ela tem que deixar de lado seu espartilho e seu vestido pomposo e lutar por suas próprias forças, sem ajuda de mais ninguém, ela tem que aprender a ser independente e esquecer essa história de príncipe e princesa num final feliz.


Por alguns momentos, pensei que isso fosse verdade, que contos de fadas fossem tolice... Mas hoje eu percebo que mais tolo é quem não acredita neles. Se eu vivo em um conto de fadas? Vivo sim. A princesa não é lá grande coisa; o castelo da princesa não é tão bonito, não tem torres, nem serviçais, nem pontes, nem nada disso; o príncipe não vem em um cavalo branco (nem de outra cor) e nem é perfeito; os magos do mal não querem a princesa para si apenas para tomar conta do reino, o sentimento é mais complexo; as bruxas não são todas feias e nem odeiam o príncipe, bem pelo contrário, tudo o que elas queriam era que ele fosse o príncipe delas; o príncipe não derrota os magos do mal e as bruxas usando armas materiais; nem sempre a princesa está correndo grandes riscos e nem passa o tempo todo trancada em um castelo; lutar contra magos e bruxas não é a parte mais difícil da vida do príncipe e da princesa, atualmente há mais coisas com o que se preocupar (será que vamos ter dinheiro pra casar?); as fadas madrinhas não tem poderes especiais, nem asas (na maioria dos casos); os dragões geralmente são dragões apenas no sentido figurado, então não apresentam perigo; o princípe e a princesa brigam de vez em quando; enfim, muita coisa mudou entre os contos de fadas que eu ouvia quando criança e o que eu vivo hoje, mas uma coisa essencial nos contos permaneceu seguindo a tradição de séculos: o amor sempre vence e só por meio dele se alcança felicidade.

Não vale a pena...

Verdades sobre as quais todos nós deveríamos refletir antes de sair da cama de manhã.


Chamar alguém de feio não te deixa mais bonito; 
ficar sem comer não te deixa um palito;
excluir uma pessoa não te torna mais popular;
não são as marcas que vão te rotular;
chamar alguém de gordo não te emagrece;
dizer que uma pessoa é triste não traz felicidade;
falar que alguém é fraco não te fortalece;
dizer que uma pessoa é metida não te traz a humildade;
falar que alguém é insignificante não te engrandece;
dizer que uma pessoa é falsa não te leva à verdade;
dinheiro não compra felicidade;
conhecer muita gente não é o mesmo que ter amigos;
ser famoso é diferente de ser querido;
pra ser atraente não é preciso ser vulgar;
pobreza não é o mesmo que humildade;
atração é diferente de amar;
não fazer mal não significa praticar a bondade.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um sentido...

Le Bon Dieu qui fait si bien les choses
Nous a fait nous rencontrer
Il avait ses raisons, je suppose
Qui font que l’on s’est aimé..

Feliz 26 de dezembro!!

Já acabou o Natal, mas não fique triste. 
Agora você tem mais 364 dias para lembrar de Deus, ser gentil com as pessoas e espalhar o amor...
Aproveite ;D



quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A música PERFEITA para o momento!


Se alguém já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei que não é sempre
Que a gente encontra alguém
Que faça bem
E nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos até a dor se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
Acordei nesse mundo marginal
Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar
Que me acalma, me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar
Que me acalma, me traz força pra encarar tudo
O amor é maior que tudo, do que todos, até a dor se vai 
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei, na terceira Guerra Mundial.
Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar
Que me acalma, me traz força pra encarar tudo

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Que eu esteja bem... [2]

Há algum tempo, eu escrevi aqui no blog outro texto com o nome "Que eu esteja bem...", em forma de um desabafo. Hoje, nesse momento, estou ouvindo a música que me inspirou a escrever aquilo, claro, só me inspirou quando foi somada a tudo que eu estava passando no momento e a todas as dúvidas que me atormentavam. Mas hoje percebi que de fato só vemos aquilo que queremos ver.
É engraçado, porque eu vivo repetindo isso, mas ainda não tinha me dado conta de como essa "teoriazinha" é presente na minha vida.
Claro, às vezes não é só "por querer" que eu vejo as coisas, nem só por "não querer" que não vejo; nem sempre é só minha vontade que conta, mas a vontade dos que estão ao meu redor e até mesmo os meus momentos, minhas fases, minhas crises... Digamos, tudo depende do "tipo de óculos" que uso para observar o mundo.
Mas enfim, hoje ouvindo novamente essa música, minha visão é outra. Hoje eu vejo que "estar bem" só depende de mim, porque tudo que eu precisava ter para ficar bem, eu já tenho.
Hoje eu percebi que nem sempre deixo que me façam estar bem. Mas mais importante, eu percebi que tenho alguém que sempre quer me fazer estar bem... Do jeito dele, claro, às vezes meio sem jeito mesmo. Mas é tão bom quando ele consegue!
Hoje eu percebi que tenho e sempre tive uma espécie de refúgio, para onde posso correr e me esconder das bolas de neve que se formam ao meu redor. Percebi que tenho e sempre tive um mundinho só meu, para onde posso ir quando quiser fugir desse mundo cheio de gente louca e brincar um pouquinho de ser feliz... Sabe quando você sente que tem asas? E que pode voar pra um lugar bem longe de todos os seus problemas? Pois é, minhas asas são o abraço dele. É como sair do trânsito às 18h30 e ir direto e reto pra uma colina afastada, perto de um lago, os pássaros voando, o sol se pondo e você observando aquela imagem que parece uma pintura: a sensação é bem parecida com a do abraço dele.
Bom, nem preciso do abraço ou do contato físico, pra falar a verdade... Uma conversa ou apenas saber que eu tenho alguém que me faça estar bem já é o suficiente.
Para isso, não preciso ter razão, nem bons argumentos, não preciso ser "a tal", não preciso entender, nem explicar. Só preciso sentir. Só preciso ser. Só preciso estar. Só preciso existir.


Pra ficar bem só é preciso AMAR.


Everytime I close my eyes I thank the Lord I get you.


Ouvindo: That I would be good - Alanis Morissette e Everytime I close my eyes - Babyface

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Fases

Caras e caros, como é engraçado ter 18 anos!!
Tá, tá, eu sei que é meio clichê falar dessas crises e bla bla bla... E eu achava que já tinha passado por todas as crises possíveis na época do vestibular - não foram poucas.
Mas nada se compara com a crise dos 18 anos!! Sabe por quê? Porque eu não sei se isso é algo bom ou ruim, não sei nem se é uma crise de verdade, quer dizer, ainda não tive vontade de chorar desesperadamente até morrer, nem de matar ninguém (não por causa dos 18 anos, quero dizer; mas por causa da TPM já, inclusive não foi há muito tempo...rs).
Bom, talvez seja uma crise de identidade... Não que eu não saiba quem sou, eu sei, só que eu posso ser várias, depende do dia e isso às vezes me incomoda. Tem dia que eu estou extremamente séria e engajada; em outros, pareço uma criança e em alguns eu queria ainda estar no Ensino Médio. Mas acho que isso passa, só queria escrever pra registrar e principalmente pra organizar minhas idéias. 


Aliás, só por um parêntese, acho que já está até na hora de eu mudar meu blog também, porque a maioria das minhas postagens já não se encaixa na idéia inicial do blog (pão e blog).