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sábado, 17 de julho de 2010

Uma ave diferente das outras...

"Apertou os olhos em feroz concentração, prendeu o fôlego, obrigou-se a alongar a curva por mais um... único... mais um... centímetro. Nesse momento, porém, as penas se encresparam, perdeu sustenção e caiu.
Gaivotas, como todo mundo sabe, jamais tropeçam no ar, jamais perdem altura. Para elas, perder altura e cair é vergonha e desonra.
Porém Fernão Capelo Gaivota - sem sentir a menor vergonha, estendeu novamente as asas naquela trêmula e difícil curva, perdendo velocidade, perdendo, e caindo outra vez - não era uma ave igual às outras.
A maioria das gaivotas não se incomoda em aprender mais do que os rudimentos do vôo - como ir da praia até a comida e voltar. No que interessa à maioria, o importante não é voar, mas comer. Para essa gaivota, porém, o que importava não era a comida, mas o vôo. Mais do que qualquer outra coisa, Fernão Capelo Gaivota adorava voar." (Fernão Capelo Gaivota - Richard Bach)

sábado, 17 de abril de 2010

A crise de Fernão...

Aviso prévio: para entender o que vou escrever aqui é necessário ter lido pelo menos um resumo do livro Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach.


Assim como Fernão, tenho muito orgulho de ser o que sou, até com meus defeitos - e daí se eu não consigo usar as asas corretamente para fazer uma curva? estou aprendendo a voar!
Mas ultimamente tenho passado pelo mesmo que ele passou quando resolveu "ser uma gaivota normal"; eu bem que queria ficar quieta no meu canto, no meu mundinho fechado, sem me importar com os outros, em ajudá-los, em mostrá-los a verdade, sem dividir minha opinião com mais ninguém, afinal: quem se importa? quem entende? quem quer saber?
Porém, da mesma forma como Fernão percebeu que sua vida "normal" era vazia, eu percebi que não há jeito de abdicar do meu posto de Capelo Gaivota. Sou o que sou, me preocupo com as pessoas e quero ajudá-las; tenho minhas opiniões muito bem formadas e não vou mudar, para mim, está certo. E daí que não vou ficar conhecida como a gaivota mais rápida? Ou como a que tem mais peixe? E daí que nem todas as outras gaivotas vão querer saber da minha história? Ou querer a minha ajuda? E daí que as outras gaivotas não me entendem? Em algum lugar do mundo, há mais gaivotas como eu!
Sou uma Capelo Gaivota, não preciso disso! Não preciso de dinheiro, reconhecimento, grandes mudanças, um mundo melhor, sorrisos, popularidade ... Mas, se eu aprender a fazer aquela curva no ar... 

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fernão Capelo Gaivota - Primeira Parte

Essa é a história de uma gaivota que não se contentava apenas em conseguir comida, o que ela queria era conhecimento...